Batizada pelos médicos de diabetes mellitus, a doença ocorre quando há um aumento do açúcar no sangue. Dependendo dos motivos desse aumento, a doença é classificada em Tipo 1 e Tipo 2.
No Tipo 1 as células do pâncreas que fabricam insulina, a hormona que ajuda a glicose a entrar nas células, estão destruídas. No Tipo 2 ou a produção de insulina é suficiente ou as células simplesmente não conseguem aproveitá-la de forma correta, a chamada resistência à insulina.
Nos dois casos, o excesso de glicose em circulação desencadeia várias complicações que, se não forem controladas, podem levar à morte.
A diabete é um dos problemas mais graves de saúde pública, pois é responsável por 40 por cento das mortes por doenças cardiovasculares, a primeira causa de morte no mundo.Grande parte dos diabéticos nem sequer sabe que é portador do distúrbio.
O ciclo da doença
Sem insulina e com açúcar em excesso, o corpo fica sem energia e sujeito a vários problemas. O excesso de glicose em circulação leva a que se acumule no sangue, é a chamada hiperglicemia. Para eliminar esse excesso, a pessoa passa a urinar mais, desidratando o organismo. Daí a sede exagerada do diabético.
Sem receber glicose, o cérebro pensa que está a faltar energia e ativa mecanismos de emergência para compensar essa deficiência.
Ele ordena ao fígado mais produção de glicose e obriga o tecido gorduroso a queimar as reservas. Como resultado, a glicemia sobe mais ainda e a pessoa vai emagrecendo, sentindo-se fraca e cansada.
A falta de energia faz o doente sentir muita fome, o que causa aumento da glicose no sangue. A queima de gorduras gera compostos chamados “cetonas”, que são eliminados pela respiração e pela urina. Daí o hálito com cheiro levemente adocicado desses pacientes.
Sinais da doença
Alguns sinais da doença são urinar muitas vezes, de dia e à noite, e em grande quantidade, obesidade, perda de peso, muita fome, cansaço, deterioração da visão, furúnculos frequentes, cicatrização difícil e infecções na pele, impotência sexual e pressão arterial elevada.
Causas da doença
Na diabete Tipo 1, geralmente diagnosticada na infância ou na adolescência, é o próprio sistema imunológico da pessoa que (não se sabe bem por que razão) passa a atacar e a destruir as ilhotas de Langerhans, as células do pâncreas produtoras de insulina.
No Tipo 2, mais frequente em adultos, há uma tendência hereditária por trás da doença e uma forte conexão com a obesidade. Hoje sabe-se que quilos a mais provocam a chamada resistência à insulina, que é a dificuldade das células em absorver a glicose. Ao longo do tempo, isso pode causar diabete.
É possível prevenir esse tipo mantendo o peso ideal, a alimentação adequada e uma rotina de exercícios. Essas acções facilitam o trabalho da insulina e mantêm a glicose nas taxas ideais.
Complicações
O excesso de açúcar no sangue causa danos nos vasos sanguíneos, o que provoca muitas complicações. Manter a glicose sob controlo é a única forma de afastar esses riscos. O excesso de açúcar no sangue pode provocar cegueira. As alterações vasculares na região dos olhos podem provocar pequenos sangramentos e lesões na retina. É a chamada retinopatia diabética, que pode levar à perda da visão. O diabético deve fazer exames da vista com regularidade.
A diabetes pode provocar problemas cardiovasculares. O excesso de glicose agride a parede dos vasos, facilitando o acumular de gordura e as inflamações que entopem artérias. Isso causa enfartes e derrames.
A diabetes pode levar à amputação de membros inferiores. As lesões nos vasos e a queda da irrigação diminuem a sensibilidade nos membros inferiores. O pé do diabético é extremamente susceptível a feridas, que rapidamente podem virar úlceras de difícil cicatrização. Uma vez infeccionadas, podem levar à amputação.
A diabetes pode levar à impotência sexual. A dificuldade de circulação de sangue no pénis pode causar problemas de erecção. E causa insuficiência renal. A circulação deficiente compromete a função dos rins. Se não for controlada, pode levar à falência renal.